Por muitas coisas...
Os últimos dias têm sido povoados por pessoas e memórias do passado. As pessoas e a maior parte das recordações são boas, mas o que me afecta mesmo são aquelas que de certa forma de deixaram um amargo na boca e uma pontada no peito.
Não consigo perceber as pessoas, não me consigo perceber, não sei que caminho é que a minha vida está a levar e já nem sei se quero tomar as rédeas da situação porque me sinto cada vez mais só. E por só, não quero dizer solteira, quero dizer pelas companhias em geral, pois acho que qualquer dia ninguém me atura, porque eu já não consigo "aturar" ninguém. Enfim, há excepções e são essas mesmas pessoas que me fazem pensar que algo está muito errado, mas que eu não consigo ver o que é!
Nos postais e cartas que encontrei, vi imensas vezes escrito "a tua alegria é contagiante", "não percas esse sorriso", "és uma mulher forte", mas hoje em dia não sou alegre, tenho um riso parvo, quase forçado, e de forte só tenho o sinónimo de gorda.
Batalho por um amor (?!) não correspondido, mas não tenho coragem para dizer o que sinto, porque tenho muito medo de ouvir um não, tenho receios e receios e receios sobre cada coisa que faço, refugio-me no trabalho para não me dar justificações a mim própria e depois no fim queixo-me de tudo. Por uma vez gostava que a responsabilidade fosse alheia, e não fruto da minha má cabeça.
Perdi o gosto pelo que quer que seja, sinto-me medíocre a tudo e não sei quem sou, pois actualmente até ponho em questão os meus valores fundamentais.
Acho que me faz mal estar de férias...
